Masturbação

O Sonho de Escrever
O sonho de escrever é tornar em letras aquilo que só se sente quando se tenta tornar em letras aquilo que se sente ou imagina.
Não porque se sente ou imagina, mas por querermos achar em nós próprios algumas coisas que dêem para tornar em palavras.
Muito mais do que a reprodução das espécies, que consiste em ter filhos, conseguir escrever consiste apenas em sermos pais voluntários de nós próprios. Escrever é a masturbação duradoura.
Têm razão os filisteus que não gostam de intelectuais: é tudo masturbação. Mas preservada. E reproduzida.
A masturbação, em latim, tem um “mas” que se acrescenta a um turbamento. O “mas” é a chamada à realidade: tu podes bater as punhetas que quiseres, mas a pessoa em cuja honra as bates está-se nas tintas (turvadas, como faz o choco perante uma ameaça) para ti.
Escrever é um triunfo parecido: vimo-nos e incitamos outros a virem-se, sem a autorização da pessoa que invocámos sem consulta ou convite. Ela ou ele não nos liga nenhuma – mas nós escrevemos à mesma, como se eles fossem susceptíveis aos nossos mais limpos desejos.
Alguma coisa proclama, como no tédio entesado do I want you de Bob Dylan, que escrever, tal como falar ou vestirmo-nos bem, é uma maneira de chamar a atenção, dizendo a verdade. “Tu pões-me tão maluco que não consigo mentir-te, mesmo quando é para meu bem e não te fizesse mal nenhum”. É esta a sensação e a mais ou menos eficaz incompetência de quem ama. E de quem escreve.
Assim seja sempre.


- Miguel Esteves Cardoso, Público, 9 de Novembro de 2009

Palavras sábias...

Desta vez a autora deste post não sou eu, mas sim uma pessoa de quem gosto muito...
Deixo-vos os o link...
http://www.l-der.blogspot.com/ Há pessoas que têm nas mãos um poder divino!

Aqui expresso a minha admiração por ti e pelas tuas sábias palavras...

"Deus não nos dá fardos que não possamos suportar."
***

Medo de andar de avião! :(

Como alguns de vocês já sabem, eu tenho medo de andar de avião e, como tal, senti a necessidade de partilhar este sentimento (desconforto?) com o “mundo”. eheheh Confesso que também espero que me convençam que é seguro e a que probabilidade de um avião cair é muito baixa...
Eu não deixo de viajar só pelo medo de andar de avião, mas confesso, se não tivesse medo, viajaria com mais frequência. Voar significa férias e isso é óptimo, mas uma semana antes de viajar começo a pensar no assunto e a ler artigos sobre o tema.
Desta vez vou fazer 6 vôos no espaço de 15 dias... Ai mãezinha!! Que bom que vai ser! eheheh Há quem diga que se eu voar mais vezes acabo por me habituar e ir perdendo o medo... Pois, não é um argumento que me atraia!...
Eu nunca tive medo de alturas e não me incomoda olhar para terra enquanto estou a voar, o que me apavora é pensar na queda... A aflição da queda!! É uma parvoíce e, tendo medo, não deveria sequer pensar nessa situação, mas a verdade é que penso e entro em paranoia.
Dizem que é mais seguro andar de avião do que de carro, mas e a probilidade de sobreviver a um acidente de avião e a um acidente de carro? Ah pois é! Há quem diga: “Melhor morrer do que ficar com problemas graves.”, ok, eu estou de acordo, mas há acidentes de carros aparatosos em que nem com um arranhão ficas...
Há também o argumento de que, se tens de morrer, vais morrer de qual forma, epah... mas, como li num artigo “consigo imaginar pelo menos 10 “melhores” formas de morrer do que num acidente de avião!” eheheh
É um medo irracional, eu sei. Eu sei que é o transporte mais seguro que há, que para um avião cair é preciso muito, que até é possível sobreviver num acidente deste tipo, mas o que é que hei-de fazer? Dá-me um friozinho na barriga quando descolamos... Uff... E pior! Sei de histórias de pessoas que apanharam muita turbulência ao ponto das máscaras de ar cairem!! Eu já apanhei turbulência, mas nada desse género, se isso acontecer penso que me dará uma coisinha má! eheheh
Será este meu medo justificado? Será que não está relacionado com o medo de morrer? Terá a ver com o facto de colocarmos a vida nas mãos de alguém que não conhecemos e deixarmos de ter qualquer controlo sobre ela? Não sei, vou esperar pelas vossas opiniões e tentar não pensar muito no assunto. J
Agora lembrei-me que está chuva e vento... e isso não ajuda! Bahhhhhhhhhhhh!!!!
*

TOU... de volta!!! :)


R.I.P.

Um bem-haja, Raul Solnado!

Lindoooo!!


Recomendação...


"Os Homens que Odeiam as Mulheres" é o primeiro livro da trilogia Millenium, da autoria de Stieg Larsson. Confesso que ainda me faltam algumas páginas para terminar este que, para mim, é um livro delicioso e que se tornou no bestseller mais vendido em todo o mundo, mas, apesar de não o ter terminado, não resisti a vir aqui deixar um "cheirinho".

Porquê delicioso?! Penso que esta é a palavra adequada para definir um misto de mistério, realidade e ficção. Fui incentivada a lê-lo por diversas pessoas, umas que o leram, outras que viram o filme. Pois, como boa amante dos livros que sou, decidi ler o livro antes de ir ao cinema.

Deixo-vos uma breve síntese da história para vos criar água na boca! :)

O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.

Inqualificável! (antes e depois)



Deduzo que todos vocês conhecem esta senhora... Não?! Apresento-vos então, para quem não sabe quem é, (sra.?) Paula Bobone! Esta... mulher, senhora, não sei como qualificá-la (e já vão entender porquê) tornou-se conhecida através dos seus livros sobre etiqueta e boas maneiras, como "Socialmente Correcto" e "Profissionalmente Correcto".

Imagino que se estejam a questionar sobre o porquê deste texto... Eu conto-vos! Estava eu muito descansada a ver as centenas (sim, centenas!) de emails que tenho em atraso, quando me chega um que tinha como título "Globos de Ouro". Naturalmente, como boa tuga que sou, fui cuscar o dito email...


Entre muitas outras fotos deixo-vos a que me deixou sem palavras...


Vou abster-me de comentários!...